O apelido vem da ascendência angolana do seu pai. É um produto das escolas de formação do Feyenoord, onde chegou em 2003. Rapidamente escalou as várias etapas das equipas nacionais holandesas, sendo internacional em todos os escalões até aos sub-21. No decurso desse trajecto, foi duas vezes campeão europeu de sub-17 (2011, 2012).

 

É hoje um titular indiscutível do principal clube de Roterdão e um dos valores seguros da nova geração holandesa. Culto na posição de médio centro, é sobretudo como médio de segunda linha que faz valer os seus créditos: criatividade, excelência no lançamento longo e boa saída de zona de pressão. É um médio moderno, inteligente e elegante, um improvisador e um inventor de oportunidades de golo. Além disso, tem boa chegada à zona de finalização e faz golos com relativa frequência. Respira melhor se não estiver amarrado a uma disciplina táctica muito rígida, no sentido de melhor aproveitar o critério de organização, a noção de distribuição do jogo para zonas com maior fluidez de saída - chama a contento os corredores laterais ao jogo - e a assertividade das suas iniciativas. Não sendo um médio de inato recorte defensivo, compromete-se bem nessa missão quando a ela é chamado e não vira a cara à luta, a despeito de ser um jogador tecnicista e, por natureza, menos dado ao choque e à dimensão física do jogo. Titular dos sub-21 da Holanda, está à porta da selecção principal e de uma transferência para outro emblema no espaço europeu.  

Maio 9, 2014 

MÉDIO, FEYENOORD, 03.01.1995

TONNY VILHENA